Oito horas em pé: como reduzir o inchaço nas pernas ao longo do dia
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Para quem passa oito horas de pé numa caixa registadora ou num corredor de hospital, inchaço nas pernas o que fazer é uma pergunta que não pode esperar pelo fim do turno. Quem está de pé às três da tarde precisa de outra coisa. Bela Silva, cliente da Gaveta e Meia, escreveu sobre o collant 70 DEN preto que os veste o dia inteiro e não fica cansada nem com dores nas pernas. É esse turno, hora a hora, que este artigo organiza.
Porque é que as pernas pesam mais ao fim da tarde
O sangue que desce às pernas durante o dia depende dos músculos da perna para subir de volta ao coração. Cada passo aperta essas veias e empurra o sangue para cima. Quem anda o turno todo, como uma auxiliar de acção médica a percorrer um corredor, activa essa bomba a cada minuto. Quem está parada numa caixa registadora oito horas seguidas não. O sangue acumula-se, a perna incha e ao fim da tarde pesa mais do que pesava às nove da manhã. Não é falta de sorte. Resolve-se com o que se veste antes de sair de casa e com o que se faz durante as pausas, não com o que se faz às sete da noite.
Antes do turno: o que vestir antes de sair de casa
A compressão leve tem de estar no corpo antes do primeiro passo do turno, não à hora de almoço. Quem vai andar o turno todo pode usar um collant mais fino; quem vai ficar parada beneficia de uma compressão maior, porque não tem os passos a ajudar a bomba muscular. Escolho os collants do catálogo a pensar em quem passa o dia inteiro de pé, não em medidas de cintura. O collant 70 DEN preto, a 6,90€, é o que a Fernanda, auxiliar de acção médica, gasta cinco dias por semana por baixo da farda. Calçado fechado, sem salto acima dos quatro centímetros, ajuda mais do que qualquer creme aplicado de manhã.
Durante o turno: o que fazer sem sair do posto
Ninguém que trabalha numa caixa ou numa linha de produção pode desaparecer vinte minutos para elevar as pernas. O que cabe numa pausa de dois minutos, a cada hora, é isto: erguer os calcanhares dez vezes, ficar em bicos de pés três segundos e descer devagar. Fazer o mesmo movimento sentada, se houver cadeira, com os pés apoiados e a rodar os tornozelos em círculos. Mudar o peso de uma perna para a outra a cada poucos minutos, em vez de ficar sempre apoiada do mesmo lado, ajuda a bomba muscular a trabalhar mesmo parada. É durante estas horas que a compressão vestida de manhã continua a fazer o trabalho que os pés sozinhos não conseguem.
Compressão leve: o que é e quando não chega
Compressão leve é uma pressão suave, feita pelo tecido do collant, que ajuda o sangue a subir sem apertar ao ponto de marcar a pele. Emília Ferreira, cliente da Gaveta e Meia, escreveu que gostou da compressão leve porque não marca. Não é o mesmo que uma meia de compressão médica, com pressão medida em mmHg e receitada por um médico para varizes ou problemas de circulação diagnosticados. Se a perna fica dura, dolorida de um lado só, ou se o inchaço não desce depois de uma noite deitada, isso já não se resolve com um collant. Nesse caso a conversa é com um médico, não com uma peça de vestuário.
Porque é que o collant desce ao meio da tarde
Um collant fino, sem elástico próprio na cintura, começa a descer depois de duas ou três horas de uso, sobretudo em quem anda. Carla Freitas, sobre o collant da Gaveta e Meia, escreveu que não descem durante o dia e ficam firmes no corpo. É a cintura que segura a peça no lugar até ao fim do turno, e é também a primeira coisa que falha no tamanho errado. A regra é simples: quem está entre dois tamanhos deve escolher o de cima, porque uma peça apertada de mais cansa a perna em vez de a ajudar.
Ao fim do turno: os primeiros vinte minutos em casa
Tirar os sapatos é o primeiro passo e o mais óbvio, mas os primeiros vinte minutos deitada com as pernas apoiadas acima da altura do coração são o que realmente reduz o inchaço acumulado nas oito horas anteriores. Um duche com água mais fria nas pernas, nos últimos segundos, ajuda a fechar os vasos que estiveram dilatados o dia todo. O collant lava-se à parte, a 30º, sem lixívia, sem secadora e sem ferro, para durar às lavagens que um uso diário como o da Fernanda exige. Marlene Lima, cliente da marca, escreveu que já lavou os collants algumas vezes e continuam como novos.
O que não recomendamos
Cremes que prometem reduzir o inchaço em poucos dias e chás que prometem drenar líquidos não têm o efeito comprovado de uma pausa de dois minutos a cada hora ou de uma compressão leve vestida antes de sair de casa. A Gaveta e Meia não vende nenhum dos dois. O catálogo é peças que se vestem, feitas de poliamida, e a única promessa que assumo nas fichas de produto é a de aguentar um dia inteiro de pé, não a de mudar medidas.